O que você precisa saber sobre valuation | Blog Unigran Net

No mundo dos negócios e do empreendedorismo, “valuation” é um termo bastante conhecido e usual. Dependendo dele, acordos financeiros na escala de 6 dígitos (ou mais) são realizados ou descartados em um passe de mágica. 

No entanto, recentemente, pela difusão da cultura das startups e de programas de TV com temática empresarial – como O Aprendiz e Shark Tank -, esta terminologia está ficando comum também no âmbito geral.

Porém, poucos entendem o que é valuation e como as organizações podem utilizá-lo com foco em obter mais recursos. Aqui, vamos esclarecer essas dúvidas, além compreender quais são os formas de avaliação mais usados. 

Vamos nessa?

Valuation : analisando assertivamente o valor da sua empresa 

Primeiramente, traduzindo para o português, entendemos valuation algo como “avaliação de empresas”. Ou seja, é uma metodologia que visa consolidar o valor real de uma empresa (seja ela uma ideia, startup ou já consolidada). Definindo assim um preço coerente de compra para o investidor e um factível retorno do investimento.

A importância do valuation está em conhecer a potencialidade da organização e colocar a negociação com o investidor em um mais alto nível de clareza. (Fonte da imagem: Blog do CEEM)

A importância do valuation é bem simples: conhecer a real potencialidade da organização (com pontos fortes e possíveis falhas) e colocar a negociação com o investidor em um mais alto nível de clareza. Sendo assim, ambos os lados se sentem seguros em negociar as suas devidas participações societárias e fechar o negócio.

Como calcular o Valuation : entendendo conceitos pertinentes

Antes de mais nada, é necessário compreendermos algumas expressões que são úteis para o cálculo do valuation em si. Isso porque, antes de receber o devido aporte financeiro, a empresa possui um capital anterior, que é chamado de pré-money. Depois de realizado o investimento, o capital passa a se chamar post-money.

Para o investidor, a maneira como o valuation é calculado pode ser resumido na seguinte fórmula:

Valor do Investimento (1)

_____________________           = Valuation post money (3)

Participação societária do Investidor (2)

Onde: 

1 – Montante do investimento que será empregado;

2 – Participação requerida pelo investidor;

3 – Valor final da operação (valuation).

Para exemplificar, se um investidor quiser colocar R$ 2 milhões em uma empresa, com 50% de participação societária, podemos concluir que o valuation final será de R$ 4 milhões.

Por fim, precisamos entender mais 3 conceitos chave para a construção do valuation, que são:

  • Fluxo de caixa (FC): fluxo de dinheiro em caixa da empresa (real ou estimado), nos próximos períodos ;
  • Taxa de desconto (TD): variável que representa o risco do negócio levando em conta outros investimentos;
  • Valor presente (VP): soma dos dois anteriores, considera o valor atual da empresa e o valor futuro.

Agora, vamos aprender quais são as formas de avaliação mais utilizada e qual delas é mais adequada para um determinado perfil de empresa. Abaixo:

Fluxo de caixa descontado

Neste modelo, o valuation é realizado levando em conta investimentos em ativos operacionais,  o devido custo do capital e os riscos naturais do negócio. 

Logo, o FCD tem a capacidade de trazer para o Valor Presente a geração de riqueza futura do empreendimento. Este é feito por meio de um cálculo específico de taxa de desconto chamado CMPC (Custo Médio Ponderado do Capital).

Pelo fato desta projeção observar aproximadamente 5 anos para frente, ela não é indicada para startups. Afinal, este tipo de empresa não tem background suficiente para entregar dados confiáveis para o modelo FCD.

Múltiplos mercados

Neste método, o cálculo da S.A. é desenvolvido através de comparações analíticas da performance econômica-financeira de outras empresas do mesmo (ou de similar) segmento de mercado. Quanto mais próximas em termos porte e setor de atuação, melhor.

No entanto, o MM possui um problema: se por um lado nós temos uma assertividade de valor aproximados a outras empresas do setor definido pelo mercado, este mesmo valor pode não representar exatamente o real potencial da empresa por não considerar outros ativos importantes (escalabilidade, gestão, etc). Então, por tabela, o valor real da empresa pode ficar distorcido. 

Sendo assim, devemos considerar este método para empresas que estão presentes em setores de baixa concorrência ou com carteira de clientes concentradas.

Valor Patrimonial

O Valor Patrimonial (VP) define, como base de avaliação, o quanto de patrimônio líquido uma empresa possui no momento em que o valuation é feito. Para chegar neste cálculo, precisamos somar ativos circulantes e não circulantes (caixa, despesas, imóveis, etc) e subtrair estes com dívidas e outras obrigações.

Porém, este método não considera a continuidade da empresa e da capacidade desta em conquistar mais contratos e negócios.

Método Venture Capital 

E para startups, quais são as formas de avaliação mais indicadas? Dentre muitas, duas se destacam por serem os mais adaptáveis para este perfil, que são os Métodos Venture Capital e de Avaliação por Scorecard.

Deve se considerar qual a forma de avaliação mais indicada para cada tipo de empresa. (Fonte da imagem: Servicebyen)

O primeiro, elaborado na Universidade de Harvard, consiste em analisar o valor de saída do investimento a ser realizado. Utilizando outro método de análise (Múltiplo P/L – Preço sobre Lucro) como base, são considerados 3 fatores:

1- Capital a ser investido para o funcionamento das operações da empresa;

2- Receita projetada para o ano de saída da operação;

3- Margem líquida projetada para o ano de saída da operação.

Entende-se como ano de saída o momento em que o investidor quer receber o retorno do aporte realizado. Sabendo que 5 anos é o prazo mais utilizado, chegamos na seguinte fórmula:

Valuation da empresa no 5º ano de operação/taxa de desconto que o investidor espera receber) – valor do investimento = Valor da startup antes do investimento no valor presente

Método de Avaliação por Scorecard

Já o Método de Scorecards, o processo caminha de forma mais qualitativa. Para isso, é definido um valor inicial pela média de startups similares, em fase de desenvolvimento e incluídas nos mesmos mercado e local da empresa analisada.

Feito isso, o avaliador define quais são fatores fundamentais (com o seu devido peso) para a escalabilidade e sucesso da startup. Variáveis como equipe, Mercado , potencial inovador, dentre outros, são exaustivamente analisados.

Para facilitar, podemos construir a fórmula:

Média do valor de mercado das startups semelhantes naquele local x nota obtida somando os fatores relevantes para o avaliador = Valuation para startup.

Enfim, fostou de aprender um pouco sobre o assunto? Quer saber como fazer aquele valuation esperto para a sua startup? Ou quer ajudar o seu chefe na tomada de decisão em um investimento?

Na graduação de Administração da Unigran EAD, iremos nos aprofundar mais neste assunto tão importante para um administrador de sucesso.

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