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As 7 pinturas mais caras do mundo | Blog Unigran Net

Não é de se admirar que os grandes nomes da pintura possuam os trabalhos mais valorizados no mercado das artes. Seja em leilões ou em vendas privadas, há 7 pinturas que bateram recordes como as peças mais caras já vendidas no mundo.

Ficou curioso para saber quais são elas? Então acompanhe a leitura. 

1. Wasserschlangen II (Cobras D’Água II) – Gustav Klimt 

  • Ano da Obra: 1904/07
  • Ano da Venda: 2012
  • Preço: U$ 183.8 milhões
  • Negociação: Venda privada

Wasserschlangen é uma obra de Gustav Klimt que atingiu um dos recordes do mercado das artes. Ele é considerado o maior artista simbolista e o precursor do Art Nouveau. 

(Fonte da Imagem: Wikipedia).

A obra é reconhecida por ser um trabalho extremamente meticuloso e delicado que foi vendido por U$183.8 milhões pelo bilionário russo Dmitry Rybolovlev.

Uma pintura simbolista que dividiu interpretações. Ainda que muitos críticos e apreciadores da arte acreditassem que o quadro representava as namoradas do pintor. 

Entretanto, as negociações ficaram famosas não apenas por seu valor, mas também pelo escândalo Bouvier Affair que envolveu o russo e o negociador de artes Yves Bouvier. 

O negociador ao invés de intermediar a compra e ganhar a sua comissão, comprava as obras dos vendedores originais e depois vendia-as para os seus clientes com o valor superfaturado.

2. No. 6 (Violeta, Verde e Vermelho) – Mark Rothko

(Fonte da Imagem: Pinterest).
  • Ano da Obra: 1951
  • Ano da Venda: 2014
  • Preço: U$ 186 milhões
  • Negociação: Venda privada

Outra obra também envolvida em escândalos. “Violeta, Verde e Vermelho” é uma das pinturas mais conhecidas de Mark Rothko. Contudo, o estilo escolhido pelo artista divide muitas opiniões, já que não são todos que gostam do estilo expressionista que ele utiliza.

Ele é similar a outros trabalhos de Rothko desse período, mas diferencia-se por contar com grandes extensões de cores delineadas por tons irregulares e nebulosos. 

Foi então comprado de maneira privada pelo mesmo bilionário russo, Dmitry Rybolovlev e, consequentemente, teve alguns problemas de superfaturação em cima da obra.

3. Número 17A – Jackson Pollock

  • Ano da Obra: 1948
  • Ano da Venda: 2015
  • Preço: U$ 200 milhões
  • Negociação: Venda privada

Como um dos maiores nomes do movimento expressionista, Jackson Pollock tem como uma de suas obras mais conhecidas o quadro “Número 17A”.

(Fonte da Imagem: Note).

Mas não é apenas por essa obra que ele é lembrado. Pollock carrega um grande legado por ter criado a técnica conhecida como “gotejamento”. Com ela, o artista derrama a tinta sobre a tela com objetivo de criar composições abstratas com linhas emaranhadas. 

Por fim, “Número 17A” foi o seu trabalho que atingiu o maior preço de venda e foi comprada por Kenneth C. Griffin, o executivo-chefe da multinacional Citadel. Com isso, o valor de venda chegou a bater o recorde mundial da época.

4. Nafea Faa Ipoipo (Quando te casarás?) – Paul Gauguin

  • Ano da Obra: 1892
  • Ano da Venda: 2015
  • Preço: U$ 210 milhões
  • Negociação: Venda privada

Também no raking de pinturas mais caras do mundo está o quadro “Nafea Faa Ipoipo” (Quando te casarás?). Pintado a óleo, foi feita em 1892 pelo artista pós-impressionista francês Paul Gauguin.

(Fonte da Imagem: Maxartmuseum).

Gauguin foi ao Taiti em busca de um paraíso hedonista, mas diferente do que imaginava, ao chegar lá o que ele realmente encontrou foi muita inspiração. Usando isso a seu favor, ele retratou a beleza das mulheres taitianas em sua obra.

Mas foi apenas em 2015 que o quadro foi comprado por Al-Mayassa bint Hamad bin Khalifa Al-Thani, a presidente da Autoridade Museológica do Qatar e a pessoa mais influente no mercado das artes.

5. Les Joueurs de cartes (Os Jogadores de Cartas) – Paul Cézanne

(Fonte da Imagem: Wikipedia).
  • Ano da Obra: 1892/93
  • Ano da Venda: 2011
  • Preço: estimado entre U$ 250 e U$ 300 milhões
  • Negociação: Venda privada

Cézanne foi um pintor pós-impressionista que teve um trabalho muito importante, isso porque ele forneceu base de transições de arte do século XIX para a arte radicalmente inovadora do século XX.

Os Jogadores de Cartas, obra de Paul, tem cinco versões diferentes, sendo a quinta adquirida pela família real do Qatar através de uma venda privada. O valor pago ao pintor é apenas estimado, já que nunca foi divulgado o preço verdadeiro. Ainda assim, as estimativas são altas e chegam a U$ 300 milhões. 

6. Interchange (Intercâmbio) – Willem de Kooning

  • Ano da Obra: 1955
  • Ano da Venda: 2015
  • Preço: U$ 300 milhões
  • Negociação: Venda privada

Interchange é uma pintura expressionista-abstrata à óleo criada por Willem de Kooning. Ela, por sua vez, marca a mudança de estilo do artista sob influências do colega Franz Kline. 

Além disso, também bateu o recorde de preço pago por uma pintura contemporânea na época. 

Por fim, foi comprada por Kenneth C. Griffin em uma venda privada, no mesmo pacote de aquisição do quadro Número 17A, de Jackson Pollock. 

7. Salvator Mundi – Leonardo da Vinci

(Fonte da Imagem: Amazon).
  • Ano da Obra: 1500 (aprox.)
  • Ano da Venda: 2017
  • Preço: U$ 450.3 milhões
  • Negociação: Leilão

Esta é a única obra de Leonardo da Vinci a percorrer o mercado das artes em coleções privadas, as demais estão todas em museus ou igrejas. Obviamente, o preço por ela estará sempre nas alturas!

O quadro esteve perdido entre 1763 até 1900 e chegou-se a pensar que era uma obra de Bernardino Luini, um dos seguidores de Leonardo. 

Mas em 2011 confirmou-se a autenticidade da obra e, em 2017, foi arrematada em leilão pelo príncipe Badr bin Abdullah bin Mohammed bin Farhan Al Saud, o Ministro da Cultura da Arábia Saudita. Assim, o quadro estará em exibição no Louvre Abu Dhabi, mas ainda não há datas definidas para o início da exposição.

Vale ressaltar que algumas das obras mais famosas nem sequer podem entrar para a lista porque simplesmente não têm preço, como é o caso da Mona Lisa, de Leonardo da Vinci ou As Meninas, de Diego Velázquez.

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Leia também: Arte renascentista: qual seu impacto na história? 


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