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Qual a história das esculturas gregas? | Blog Unigran Net

Sem dúvidas as esculturas gregas deixaram um grande legado por sua singularidade e perfeição. Mesmo após tantos anos, seguem sendo vistas como grandes referências para os apaixonados por arte. 

Quer saber qual a sua história e de que maneira elas influenciam a nossa cultura até hoje? Acompanhe este artigo!

Qual o contexto histórico? 

As primeiras obras escultóricas gregas surgiram entre os séculos VIII e VI a.C., durante o período Arcaico. No entanto, com o passar dos anos houveram mudanças que aperfeiçoaram técnicas e ampliaram os olhares dos artistas. 

Pode-se dividir em três grandes períodos da ascensão da arte grega: Arcaico, Clássico e Helênico. 

PERÍODO ARCAICO

As esculturas gregas deram seus primeiros passos inspirando-se nos modelos egípcios e assírios. Mas foi questão de tempo para que suas obras adquirissem características próprias e que manifestassem a cultura, vivência e habilidade dos artistas. 

Nesse período, entre o séculos VIII e VI a.C, as representações humanas eram muito próximas a realidade. A diferenciação entre homens e mulheres era perceptível pelos detalhes, incluindo as túnicas e os “kouros” que apresentavam músculos definidos e pernas separadas nas esculturas masculinas. 

PERÍODO CLÁSSICO

A partir do século V a.C. as primeiras manifestações do período clássico surgiram por meio de esculturas gregas ainda mais realistas, se comparadas a figura humana.

A evolução entre os artistas possibilitou que as faces fossem esculpidas de forma menos rígida, como era no período Arcaico. 

Como a mais marcante das características está a tridimensionalidade. As esculturas encantavam os olhos da população por sua ideia de movimento. 

Policleto, um dos maiores escultores gregos, desenvolveu durante esse período regras de proporção que, mais tarde serviriam de base para muitas outras criações. 

PERÍODO HELÊNICO

Nesse período, com início em 30 a.C, houveram mudanças no sistema político da Grécia. No auge da democracia, Péricles, que era uma das grandes personalidades políticas da época, refletia grandemente no processo artístico.

Então, as esculturas passaram a abordar o cotidiano e as expressões ganharam um aspecto dramático, sem deixar de lado as técnicas realistas.

As representações dos homens de maneira violenta caracterizou parte das esculturas que foram feitas durante esse período.

Através das técnicas criadas por Policleto nos séculos atrás, foi possível que a sensação de movimento continuasse presente com exibição de personagens em ângulos de mobilidade. 

Qual a importância?

Através de abordagens com temas religiosos, políticos e ornamentais, as esculturas gregas tiveram muita influência entre os artistas e serviram, inclusive, como inspiração para o povo egípcio, cretense e mesopotâmico.

Além disso, os escultores gregos ainda usavam sua arte para homenagear e glorificar os deuses, heróis, musas e atletas que eram o grande orgulho de toda a Grécia. 

Sendo assim, a importância desse movimento fica clara tanto no seu período de ascensão, quanto atualmente em que as técnicas e materiais criados continuam a ser usados como grandes referências para obras realistas ou naturalista, tendo em vista a transparência de emoções. 

Como eram feitas as esculturas gregas?

(Fonte da Imagem: Pava Blog).

O trabalho dos artistas exigia grandes técnicas e materiais diversificados para atingir sua perfeição artística.

Os gregos utilizavam martelo e cinzel – uma extensão de metal com a ponta achatada -, apoiavam o cinzel no material escolhido para a escultura e com o martelo moldavam a peça para que fosse ganhando a forma desejada. 

Para manter a tradição e principal característica das obras gregas, uma pressão era necessária para fazer os detalhes que trariam o realismo para aquela escultura, portanto o processo não era rápido. 

O primeiro passo era esculpir todos os membros separadamente e na fixação ao corpo era feita posteriormente. 

Para finalizar usava-se uma pedra esmeril para suavizar a obra, dar acabamentos e trazer a sensação de movimento. Essa pedra servia, basicamente, como um tipo de lixa que permitia que os artistas trouxessem uma impressão mais realista. 

Quais materiais eram usados na produção? 

Antes da execução, os artistas gregos precisavam escolher qual o material iriam usar para esculpir e transmitir a mensagem desejada. O bronze e o mármore eram os mais usados.

Também se fazia necessário o uso de ferramentas de ferro, calços de madeira e brocas para conseguir unir os membros no corpo após sua finalização, como mencionado anteriormente. 

Como um dos objetivos era alcançar a beleza física, a pintura também se fazia presente nas esculturas aparecendo de forma direta na pele, cabelos e nas roupas. Para os olhos e ouvidos, o material que trazia mais naturalidade visual eram ossos ou pequenos pedaços de vidro. 

Além disso, os acessórios e instrumentos usados pelos homens das esculturas eram feitos de bronze. Lanças, capacetes e demais ferramentas contavam um disco para evitar sujeiras dos pássaros. 

Quais os principais artistas das esculturas gregas?

Nesse período três escultores se destacaram na civilização grega: Fídias, Policleto e Praxíteles. Grande parte da população acompanhava seus trabalhos naquela época.

Porém até hoje as esculturas desses artistas se faz presente e é analisada constantemente por críticos, estudantes ou apreciadores da arte. Infelizmente, a maioria das obras foram perdidas e as mais conhecidas são cópias feitas pelos romanos. 

Ainda que os três atuassem na mesma área, suas técnicas eram diferentes e isso fazia com que suas obras fossem únicas. 

FÍDIAS

Partenon (Fonte da Imagem: Britannica).

Considerado como o maior escultor grego do período clássico, Fídias ficou conhecido por seu trabalho na criação do Parthenon, o templo que homenageia Athena. Além disso, esculpiu muitos deuses gregos. 

Para celebrar a vitória dos gregos sobre o povo persa na Batalha de Maratona, o artista esculpiu uma estátua de bronze que foi muito bem recebida e apreciada naquele período de comemoração. 

Quase no fim de sua vida, ao fugir da prisão, Fídias deixa um legado ainda mais grandioso ao construir a estátua de Zeus que hoje é conhecida como uma das sete maravilhas do mundo. 

POLICLETO

Policleto foi um dos mais admirados escultores gregos por utilizar técnicas deixadas por Fídias. Através de proporções e medidas, criou modelos que inspiraram e foram titulados como perfeitos. 

Entre suas esculturas está o Doríforo e o Diadoúmenos, reconhecidos até os dias atuais por suas réplicas romanas feitas em mármore.

Criador das regras para anatomia humana na arte, Policleto escreveu técnicas para inspirar os demais escultores através de sua experiência e amplo conhecimento. Suas escritas definiam beleza masculina em bases matemáticas e até hoje são lembrados. 

PRAXITELES

Praxiteles foi um dos condutores da evolução do alto classicismo para o helenismo. Através de seu trabalho junto de Escopas e Lisipo, foi possível romper a harmonia da escultura para dar lugar ao volume, sensualidade e energia. 

Suas criações ficaram muito famosas por evidenciar as articulações e músculos ressaltando a beleza do homem.

 Praxiteles aproximou-se do mundo emocional e sensual dos humanos, tendo como obra mais famosa a Afrodite de Cnido, que foi o primeiro nu feminino esculpido na Grécia Antiga. 

Para conhecer mais sobre as esculturas antigas e sua importância para a arte atual, conheça a graduação de Segunda Licenciatura em Artes Visuais da Unigran EAD. 

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