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O amor platônico e a relação com Platão | Blog Unigran Net

Quem nunca teve um amor platônico? Seja na escola ou com aquela pessoa que você via no ônibus toda manhã, mas nunca chegou a trocar nada além de um “bom dia”. Aquela famosa relação amorosa idealizada e unilateral.

O termo “amor platônico” deve seu nome a Platão (340 a.C.), filósofo grego da Antiguidade. Em seu pensamento, esse seria um amor puro, que não é interesseiro e é desprovido de paixões falsas. 

Diferente do que conhecemos, Platão não vê esse conceito de amor a alguém inatingível. Quer entender mais sobre os pensamentos desse filósofo? Então acompanhe o texto!

O conceito de amor em O Banquete, de Platão

Em “O Banquete”, Platão mostra aquilo que ele acreditava ser o amor. Um dos diálogos mais famosos e apreciados do filósofo, justamente por abranger esse tema. 

Neste trabalho, um banquete acontece e cada um dos convidados faz um discurso sobre o amor. É interessante mostrar como para cada um deles a interpretação desse sentimento é diferente. Alguns falam de forma superficial e outros de maneira poética. 

O amor platônico e a relação com Platão
“O Banquete” (Fonte da Imagem: John Beverly).

O primeiro a falar é Fedro, ele diz que Eros – deus grego do amor – é o mais antigo dos deuses. Por isso, ele é uma inspiração para grandes feitos, assim afirmando que o amor nos inspira a sermos melhores. 

Já Pausanias usa seu discurso para falar de dois tipos de amor: o amor corporal e o amor celestial. O corporal sendo o físico e o celestial ligado a perfeição moral mediante a religião. 

No caso de Aristófanes, ele conta uma concepção mitológica sobre o homem dizendo que existiam três tipos de seres: os machos, fêmeas e andrógenos. O último conspirou contra os deuses e como punição, Zeus os dividiu em dois. Assim surgiu o mito da metade da laranja, onde cada ser busca sua outra metade. 

Por fim, Sócrates fala sobre o amor como uma força para contemplar a beleza pura e ideal. Em outras palavras, o amor é a busca pelo bem e pelo belo, já que ele não pode ser belo e nem bom. 

Quem ama, quer apenas algo que ainda não tem. Quando consegue, deixa de desejar e assim perde esse “amor”. 

O amor segundo Platão:

Como mencionamos anteriormente, o personagem de Sócrates nas obras de Platão representa seu próprio pensamento. Por isso, a menção a obra “O Banquete” se fez necessária para compreensão do amor pela visão do filósofo. 

Platão falava do amor trazendo a sabedoria como o seu puro conceito do amor. Assim, sob análise do mesmo, o amor platônico está longe de ser puramente físico, mas sim direcionado a busca pela bondade e beleza, sendo essa uma idealização. 

Portanto, define-se a beleza como o conceito abstrato que Platão dá ao amor. Como um ato de contemplação, admiração e devoção.  

É compreensível imaginar que, com o passar do tempo, o conceito de “amor platônico” possa ter chegado a esta definição de “ideal” e “inatingível”. 

Mas, para Platão esse amor é o caminho que deve ser tomado para alcançar o belo. Dessa forma, pode-se falar do amor em todo o seu entendimento.

Além do amor, a filosofia e seus grandes estudiosos têm muito a acrescentar na nossa caminhada como sociedade. Uma profissão que estimula e abre nossos olhos para vertentes da vida que, por vezes, são ignoradas.

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Leia também: Filosofia no caminhar pela humanidade.


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