
O cenário de pandemia colocou em jogo a liderança de muitas empresas. Os líderes são muito mais do que o representante do setor, mas são os responsáveis em coordenar os colaboradores da melhor forma durante uma crise sanitária como a que foi e ainda está sendo enfrentada.
O que muitos não esperavam era ver que, durante esse período, as mulheres se sobressaíram. Com uma postura centrada e inteligente, as mulheres quebraram o termo “sexo frágil”, apresentando a verdadeira força que sustentou diversas empresas durante a pandemia.
Pandemia e as crises no mercado:

É fato que durante a pandemia, muitas empresas não puderam manter suas portas abertas em respeito às recomendações de segurança. Algumas ainda conseguiram se manter com atendimentos delivery, mas nem todos os segmentos podiam aderir esse formato de trabalho.
Dessa forma, muitos empreendedores se viram em um período de crise que, para uns, perdurou.
Mesmo após dois anos de pandemia, o que segue sendo o fator determinante durante a crise é a forma com que a empresa se comporta.
A partir disso, muitas pesquisas foram feitas para que fosse possível refletir sobre as práticas de gestão de negócios, bem como a forma com que as mulheres se mostraram muito mais eficientes durante esse período.
O poder feminino se sobressaiu em um estudo elaborado por Jack Zenger e Joseph Folkman. Eles avaliaram 454 homens e 366 mulheres entre março e junho de 2020. E, após análise, as mulheres foram classificadas mais eficientes em 13 das 19 competências gerais de liderança.
Mulheres à frente na gestão de crise:
Muitos são os obstáculos que as mulheres enfrentam para alcançar cargos de liderança dentro das organizações, mas todo esse esforço vem com muitas respostas positivas às empresas que investem no empreendedorismo feminino e na equidade de gênero.
Mediante as pesquisas feitas pela “Harvard Business Review”, o sexo femino apresenta muito mais eficiência na solução de problemas. E, como dito, o comportamento mediante uma crise é o fator determinante de como a empresa ficará a longo prazo.
Se o comportamento for baseado no desespero e medo, é difícil imaginar uma forma de se manter. Contudo, se há calma e uma análise real da situação, é possível “driblar” a crise e buscar as melhores performances dentro das possibilidades de uma crise sanitária, como a do Covid-19.
Para mais, ainda analisando os resultados desse mesmo estudo, foi possível enxergar que as mulheres têm mais conscientização e preocupação em torno das inseguranças dos funcionários relacionadas à crise sanitária e econômica da Covid-19.
Dessa forma, elas constroem uma liderança de confiança entre seus colaboradores que passam a ser mais transparentes, o que reflete no caminhar da empresa.
Por fim, destacam-se como características da presença feminina na liderança maior produtividade, rentabilidade, criatividade e inovação.
Mudança de Cultura:
Ter mulheres no poder é muito mais do que apenas um título ou um aumento de salário, é uma literal mudança de cultura.
A estrutura de trabalho sempre foi construída e pensada para que homens tomassem esse lugar de poder, não é à toa que a associação a chefe seja sempre associada ao sexo masculino. Portanto quebrar essas ideias que estão presentes na sociedade há décadas é uma luta diária.
E, embora exista um número mínimo de candidatas mulheres em processos seletivos, por exemplo, 59% das empresas sequer possuem políticas para a inclusão feminina em cargos de alto escalão, como conselhos e administração.
Essa baixa participação vem sendo combatida e, pouco a pouco, o valor da liderança feminina vem aparecendo, como durante o período de pandemia e a performance das mulheres como líderes de crise.
Contudo, é inegável que essa equidade ainda é um desafio que precisa ser superado.
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